por Wilian Delatorre

Wilian Delatorre Personal Travel,
o seu agente pessoal de passagens com milhas e roteiros.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Desmistificando a Nova Zelândia por Celso Parte I



Talvez a artista mais consagrada da Nova Zelândia seja a soprano Hayley Westenra. Descendente de irlandeses tem forte trabalho social no país. Foi do grupo Celtic Woman e enquanto vamos apreciando sua primorosa apresentação desse clássico início o relato que irá surpreender a muitos.
Intencionalmente, optei pelo que mais nos agradaria na Nova Zelândia. Muitas, muitas opões de lazer não foram sequer avaliadas quanto ao fato de conhece-las. Saibam que o país oferece opções, não de nível internacional, para muito mais do que os 15 dias que lá estivemos. Algumas atrações interessantes foram deixadas de lado pelos mais variados motivos, mas isto você pode adequar na sua viagem ao destino.
Vale lembrar que as informações sobre o Nova Zelândia são limitadas, pois cortejar a natureza, praticar esportes radicais ou não são o foco do turista que para lá se dirige.
Enfim então chegamos ao aeroporto de Auckland, maior cidade da Nova Zelândia! Aeroporto modesto, relativamente antigo, com aspecto não agradável. Como regra geral o país é limpíssimo, em todos os locais. Mesmo em estradas que cortavam florestas, havia na beira da pista em intervalos não muito distantes, banheiros adaptados inclusive para deficientes físicos (eram fossas assépticas) impecavelmente limpos e com papel higiênico.
Após pegar as malas há um rigoroso scaneamento das mesmas e liberadas fui a Europcar pegar o carro alugado. No início era uma Tracker, que com a mudança de frota transformou-se numa perua Toyota Corolla, mas no momento efetivo me foi entregue uma Nissan Qashqai. O carro era novo, no nível da Tracker e foi adequado ao nosso roteiro, sem surpresas. Introduzi no para-brisa meu GPS GARMIN com o mapa grátis feito por neozelandeses e disponível para baixar na internet. O mapa foi ótimo, funcionou em todo país, porém nesse momento Auckland downtown passa por inúmeras obras e havia recalculo de trajeto somente nessa região para acessar os locais. Nada difícil de ser solucionado. No mais funcionou perfeitamente. O pais é muito bem sinalizado, com estradas extremamente bem sinalizadas, sem buracos e nos trajetos que fui com uma única exceção as curvas não eram muito fortes. A velocidade máxima está sempre indicada sendo de 100 km. nas estradas e 40 km. nos centros urbanos. Todas as estradas são pistas simples, exceto pequeno trecho na chegada ou saída de Auckland, onde há pista dupla. Andando em velocidade máxima não conseguirá percorrer mais do que 70 km a cada hora, sem parada. As estradas no país são diferentes e previna-se com tempo maior para deslocamentos. Uma sinalização muito bem feita existe em todas as curvas das estradas onde uma grande placa amarela indica a velocidade máxima que deverá imprimir para fazer a curva com segurança o que facilita muito guiar. No país o trafego é mão inglesa ( mantenha a esquerda) e o motorista senta a direita no veículo.
Num final de tarde chegamos e nos dirigimos do aeroporto ao Sofitel Auckland Viaduct Harbour. No trajeto o transito era de pesado a muito pesado o tempo todo.

Sofitel High Tea

O hotel é um dos poucos 5* de Auckland com extremos no atendimento. Tem um chá das 5 delicioso, o breakfast muito fraco para um hotel desse padrão e a pia do meu apartamento desde a chegada estava parcialmente entupida permanecendo durante toda minha estadia da mesma forma apesar de solicitar diariamente reparo. Dos Sofiteis que conheço está entre os de pior serviço ao cliente. Concierge secos. Apesar de lindo hotel não me hospedaria lá novamente.
Fui na manhã seguinte fazer cambio e no centro de Auckland até 11 am não é permitido parar na rua em downtown, exceto veículos para manutenção e entrega. Há vigilância policial farta no local. Há pouquíssimos estacionamentos. O curioso é que nas Casas de Cambio e no hotel onde encontramos via de regra câmbio desfavorável ao hospede havia paridade, concluindo-se que o hotel não visava lucro com câmbio. Este fato chequei em outros hotéis e encontrei a mesma situação.

Vinhos Neozelandeses – Visitamos várias vinícolas no país. Os vinhos mais famosos do país são da uva Sauvignon Blanc da região de Marlborough. Quero informar que não sou enólogo e não bebo com regularidade, mas para o meu paladar o vinho neozelandês, sem exceção, não chega perto do paladar, aroma, etc, do francês. Talvez esteja no nível do Californiano branco. E por incrível que parece o que mais agradou meu paladar foi o espumante de uma vinícola em Queenstown, este sim achei delicioso. Vinho em geral foi uma decepção.

Milse

Britomart é uma região que ocupa um quarteirão em Auckland. La existe uma confeitaria ESPETACULAR que não perde para as mais famosas pasteries de Paris. Milse é o nome desse lugar onde tudo é divino. É imperdível. Nossa sobremesa foi tão maravilhosa que dividimos 3, uma melhor que a outra!

French Cafe

Segundo o site Tripadvisor, em 2016, o 19º melhor restaurante do mundo é o French Café em Auckland. Pois bem, agendei reserva para jantar e optamos pelo menu degustação com 7 cursos. O restaurante tem preços muito acima da média do pais para excelentes restaurantes, não criou nada e os pratos são releitura do mais que longamente conhecido da culinária gastronômica. Particularmente conheço pelo menos uns 50 restaurantes MUITO, MUITO melhores que este. Não sei os critérios utilizados pelo Tripadvisor, mas com certeza nada mais é que um restaurante fraco, com preços muito acima da média e merecedor de uma avaliação bem, bem caprichada no Tripadvisor para que outros não caiam neste engodo.

Continua.............




sábado, 21 de janeiro de 2017

A viagem rumo a Nova Zelândia e Los Angeles por Celso



Imagine todas as pessoas vivendo em paz! Assim enquanto você aprecia a marcante performance de Lola Saunders deste clássico que percorreu o mundo nas mais brilhantes vozes, nós íamos nos dirigindo de casa a Guarulhos para na tarde de um sábado decolarmos no 772ER da British rumo a Londres.

Lounge MasterCard Black Guarulhos

Como já conhecia os outros lounges de Guarulhos, desta vez optei por ficar no lounge Mastercard Black no T3. O lounge é muito fraco, tem um buffet modesto, chuveiros e 3 laptops para uso que estavam inclusive fechados. Com bebidas modestas, nada comparável a um cliente Black. Ainda o lounge da Star Alliance é o melhor do T3, mas muito aquém dos seus similares ao redor do mundo.
Fomos ao embarque sem qualquer compra no Duty Free que está com preços em média 30% acima de qualquer lugar nos USA sem ser necessário qualquer pesquisa.
O embarque foi tranquilo. Aqui mesmo já relatei trip report de voo feito nas mesmas características há uns 2 anos, no 744 cuja cabine de First Class é a mesma deste Boeing menor, exceto por monitores mais antigos no Jumbo. O voo foi reservado num 744, mas pela situação econômica brasileira a British deu um downgrade na aeronave para o 772ER.

Firts Class British Airways 772ER

Eu voei várias vezes no 747 e confesso que apesar de agora admirar muito o A 380, não posso negar que mesmo os mais modernos 747-400 com seus vinte anos ou mais voando ainda proporcionam ao passageiro voo delicioso, mesmo nas classes inferiores.
Os britânicos com sua gentileza no trato nos recepcionaram e nos serviram durante o voo com uma grata surpresa: o serviço de First Class da British melhorou muito. Está ainda longe do da Qatar, Emirates e da Thai Airways.


Chegamos a Heathrow no Terminal 5, exclusivo da British. Recebidos pelos londrinos com sua educação e hospitalidade invejáveis, tínhamos que nos transferir ao Terminal 2, onde voaríamos a Bangkok, em First Class no A380 da Thai.
Minha mulher gostaria de ter parado em Londres, mas a emissão com milhas não tinha datas que combinavam tal possibilidade e poderíamos pegar neve o que seria altamente improvável no início de dezembro, mas comprometeria o restante da viagem.
Ficou a vontade de ter revisitado esse destino que apesar de caro é maravilhoso com a elegância clássica dos britânicos e a receptividade grandiosa ao turista. Com saudade seguimos nosso roteiro. Se o leitor não conhece Londres, coloque-a na sua “wait list”, pois é um destino imperdível.
Heathrow é o maior aeroporto europeu, imenso e centro de conexões para o mundo, onde a British oferece lounge de chegada aos passageiros das classes premium, incluindo Spa.



Apreciemos essa excepcional e emotiva interpretação de “Walk on By”. O talento de Sally Barker faz Sir Jhones tremer de êxtase. Foi com a sensação de a Londres voltaremos que nos dirigimos ao terminal 2A, onde poderíamos utilizar o First lounge da Lufthansa ou da Singapore Airlines, pois a Thai uma empresa Star Alliance member não tem lounge próprio em Londres.


Lounge Singapore Airlines

Começaram desde o primeiro voo nossas surpresas nesta viagem. Decolando pontualmente de GRU o voo da British chegou a LHR no horário, mas ficou orbitando e só efetivou o pouso com 15 minutos além do horário previsto. Todos os voos desta viagem até Auckland (AKL) tiveram que orbitar não sendo permitido pouso imediato e a mais longa orbita foi do A380 da Thai Airways que orbitou por 25 minutos até o pouso efetivo em Bangkok.
A segunda surpresa foi que nosso tempo de chegada e partida do aeroporto de Londres era de 5 horas. Passageiro de First e Business class recebem o folder de Fast Track permitindo acesso rápido a imigração. Para se ter uma ideia da multidão que chegava a Londres nossa passagem pela imigração com FAST TRACK demorou 1.10min.. Numa correria imensa fomos ao terminal T2, fizemos o check in rápido na First Class da Thai. A fiscalização em LHR pareceu-me exageradamente rígida. Fomos ao lounge de First Class da Singapore Airlines e ficamos somente por 20 minutos, isto porque o gate da decolagem do voo da Thai rumo a Bangkok foi quase defronte do lounge.
Tudo isto está sendo relatado para alerta-lo que em dezembro conexões em Londres devem ter seus períodos muito alongados se não quiser perder a conexão. Nesse dia que voei passageiros que voaram em classe econômica duvido que não tenham perdido seu voo se o tempo de conexão foi menor que 7 horas. A multidão no aeroporto impressionava!
O lounge de First Class de Singapore Airlines tem os requisitos de um lounge de First Class, incluindo restaurante à la carte que não pudemos desfrutar em função do tempo exiguo.
Vamos para a decolagem rumo a Bangkok, onde se não nos hospedamos estivemos ao menos em conexão anualmente nos últimos 4 anos. Agora experimentando a First do A380 da Thai. Fizemos a reserva da refeição principal – Lagosta Termidor – pelo site no momento da reserva do bilhete assim como assentos, etc.
O serviço de First Class no A 380 da Thai é impecável.


O A 380 reflete um novo padrão de conforto ao passageiro, com decolagens precisando de pouca pista e pouso eletrônico nos aeroportos onde o trem de pouso repousa na pista. Não sentir aquele impacto no pouso é um diferencial. Já devo ter feito próximo de 10 voos de longa distância nos A 380 e em nenhum senti turbulência em momento nenhum e o silencio da aeronave é impressionante. Apesar do assento da First do 772ER da British ser muito gostoso o da Thai no A 380 é ainda mais confortável. A Thai tem suítes abertas nos seus A 380.

Suite A-380




Vamos para a decolagem rumo a Sydney-Austrália, ouvindo está interpretação de “For once in my life”, feita no X Factor Australia. Voaremos novamente na First do 747 da Thai, nosso conhecido numa viagem de Hong-Kong para Bangkok no passado, mas agora com a nova configuração, muito semelhante à do A 380. Neste voo, reservamos como prato principal Camarão flambado, etc.
No A 380 com voo de mais de 12 h entre LHR e BKK tudo parecia melhor que o servido no 744 nas 9h e 30min de BKK a SYD. Mesmo assim, este segundo voo com a Thai foi muito bom. Após orbitarmos até a autorização do pouso, chegamos a Sydney no Terminal T1, o mesmo que decolaríamos para Auckland no 789 da LATAM (LAN CHILE), em classe executiva.
Foi nossa primeira viagem com 787. Havia da minha parte grande expectativa. A LATAM como sempre é decepção do inicio ao fim! Começamos com um check in, absolutamente formal sem sequer um sorriso. Nada mais do que respostas monossilábicas. Fomos ao Lounge de classe executiva da Qantas no terminal internacional que é bom. Wi fi veloz, bons chuveiros, buffet bom com bebidas fartas, etc.

Lounge Business Sidney T1

Saímos do lounge para o embarque que foi confuso com passageiros da executiva misturados com os da econômica. Ocupamos nossos assentos flat bed da classe executiva, EXTREMAMENTE apertados, a tal ponto que ao abaixar o assento os braços ficavam no alto. Horrível! Mas o pior estava por vir! A tripulação totalmente sem graça, seca, ficava fofocando no galley e não davam atenção aos passageiros! Quando o avião ganha altitude de cruzeiro, a surpresa: para 30 passageiros da executiva somente 2 banheiros, logo nas 3.30 h de voo até Auckland a fila ao banheiro foi constante! A ganancia do empresário tira toilete para inserir assento na aeronave! LATAM é a união da LAPORCARIA com a TAM! A tripulação chilena, sem exceção, é como sorvete de chuchu, descartável! Eu tenho uma lista de empresas que não viajo nunca mais: TAM, UNITED, AMERICAN AIRLINES e nesta viagem comecei acrescentando a LAN! Cuja primeira viagem já mostra o baixo nível do serviço, inclusive os vinhos servidos são bem, bem ruins. Note que estamos falando de serviço premium. Para completar a nécessaire é tao feia que deixamos tudo no avião. LAN nunca mais. Depois dessa longa e desagradável viagem segurando a bexiga, orbitamos e finalmente pousamos. Não preciso dizer que ao desligar as turbinas pedi a tripulação para usar o toilete.

Business Class 789 LAN

Pousamos em solo Neozelandes. O aeroporto de Auckland é pequeno, um tanto velho, feio, mas organizado.

No próximo post DESMISTIFICANDO A NOVA ZELANDIA – um pais que não é bem como divulgam na internet!