por Wilian Delatorre

Wilian Delatorre Personal Travel,
o seu agente pessoal de passagens com milhas e roteiros.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

De Auckland a Los Angeles – um outro mundo. Parte I



Uma das coisas que me encantam na Austrália é a definição de imagem das transmissões australianas. Enquanto, Nicolas nos brinda com essa grande interpretação vamos nos entretendo com o relato da viagem de Auckland para Los Angeles.
O nosso primeiro seguimento seria AKL-SYD na Austrália num A 330-300 da Qantas, em classe executiva, configurado com novas suítes.


Comparado ao moderno 787-9 da LAN que voamos no sentido SYD>AKL, podemos sentir como o serviço da LAN CHILE é péssimo.


A suíte da executiva da Qantas é infinitamente superior em conforto quando comparada com a LAPORCARIA chilena.


Voamos logo na manhã da véspera do dia de Natal e fomos recebidos por essa simpática tripulante que nos serviu durante o curto trecho de 3.30h. Tanto o serviço de bordo, com bebidas em geral eram MUITO melhores que os da LAN.
Chegamos a Sydney no Terminal 1 – Internacional. CUIDADO AQUI. SYDNEY tem 2 terminais e o terminal nacional é de transfer demorado. Ao pousar no terminal internacional você deve obrigatoriamente pegar sua bagagem e realizar o re-despacho, tendo numa mesma reserva os dois tickets não necessitará novo check in. Pegue o Shuttle, no caso da Qantas e vá para o terminal doméstico para o embarque seguinte. Em Sydney conexões com menos de 3.30hs. são altamente prováveis de gerar perda do voo seguinte, havendo necessidade de troca de terminais. Na internet procure por TMC – Time minimum connection e poderá obter os tempos mínimos preconizados para conexões ao longo dos vários aeroportos do mundo. Particularmente, em alta temporada, por segurança acrescento 1 hora ao TMC preconizado pela IATA, mesmo viajando em classe superior.
Fomos para o novo embarque e utilizamos o lounge domestico de classe executiva que é bom sendo melhor que o de Auckland.


Nosso voo de Sydney a Perth foi num A330-200 da Qantas que tinha cabine exatamente igual ao A 330-300 do voo anterior. Dispensado maiores relatos.


Chegamos ao aeroporto de PERTH no oeste australiano, no Terminal doméstico. Fomos pegar nossas 4 malas despachadas e 3 estavam bem destruídas! Relatamos o fato que de pronto foi reconhecido pela Qantas que em função de nosso voo imediato nos orientou que ao chegarmos ao Brasil procurássemos a empresa que repara malas que a mesma trabalha para a Qantas e o reparo ocorreria mediante a exibição do termo entregue a nós. Iriamos fazer o check in no voo da Emirates EK 421, no Terminal internacional rumo a Dubai. Havia 6 h de intervalo entre a chegada e a decolagem. Passaríamos a noite de Natal ceiando no A380 na First Class do voo da Emirates. O que não sabíamos é que o terminal internacional ficava a grande, imensa distância e entre sair do terminal nacional até nos apresentarmos ao check in na Emirates se passou mais de 1 hora. O transfer feito por ônibus gratuito do aeroporto é MUITO LONGO, longo mesmo.


Fomos ao check in.


O lounge da Emirates em Perth atende passageiros da executiva e da First Class indistintamente, mas é muito bom, diria excepcional.


Tudo que saboreamos estava delicioso, inclusive bebidas premium a vontade.


Essas Tâmaras recheadas estavam de matar!


Chegamos a nossa cabine para um voo de 11.20min até Dubai, onde na First Class haviam nós e mais 1 passageiro, para 4 comissários e 2 “tripulantes” para limpeza do Spa.



Vamos a Califórnia com muito, muito luxo e conforto no A 380. Se o 787 é voltado a economia e lucro das companhias o A 380 é o padrão ouro de conforto ao passageiro. Vamos então ao relato desse primeiro voo até Dubai. Isso no próximo post.
Continua.....


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Queenstown - a joia da Nova Zelândia

Saímos do aeroporto rumo ao Sofitel Queenstown, onde tudo na cidade é perto. As grandes atrações podem ser feitas a pé a partir do hotel pela excelente localização. Ao chegarmos tivemos um upgrade para uma Suíte Pretigie, enorme e deliciosa.

Suite Pretigie

Feito check in fomos ao famoso Fergburger a pé. Sem dúvida foi o melhor Hambúrguer que comi na vida e eles servem de vários tipos, de ovelha, de veado, etc.. Sabor inimaginável. Prepare-se para longas, longas filas desde o momento que a hamburgueria abre até seu fechamento. FILAS ENORMES! Do lado há a FergBakery, uma Padaria com P. Deliciosa também. A torta de Carneiro é espetacular (Lamb Pie). Indo a cidade ambas são imperdíveis. Vivem lá 30.000 habitantes, mas a infraestrutura é para receber muito mais com serviços excepcionais.



Vamos ouvindo esse coral das mulheres dos militares britânicos enquanto vamos lendo a narrativa. Amanheceu o dia, contemplávamos as majestosas montanhas Remarkables onde a cidade está encravada e saboreamos um espetacular breakfast no hotel. A cidade é margeada pelo lindo Lago Wakatipu. O dia nos reservava muito. Iriamos a uma das aclamadas maravilhas da Nova Zelândia. Os Fiordes, em especial, o Milford Sound. O trajeto de carro teria 295 km desde o hotel com percurso previsto sem paradas de 3.50min. e o mesmo tempo de volta. Outra opção seria contratar um tour de ônibus que saia do hotel as 5 voltando por volta da meia noite, o que não me interessou e por fim ir de helicóptero, que não aceito voar de jeito nenhum. Na Net você pode contratar com várias empresas cruzeiros no Fiordland com maior ou menor duração, inclusive com pernoite no barco e alimentação. Como minha esposa aprecia comida gourmet descartamos as propostas de incluir alimentação, pois não nos convencia. Fizemos o menor cruzeiro de 1.30 h. e foi o suficiente. No caminho, a cidade de The Anau torna-se importante por ser o último ponto de abastecimento do veículo e a round trip a partir daí até o Fiordland tem 350 km. e nos parques não há postos sendo obrigatório encher o tanque. Nesse trajeto o celular não tem ou tem sinal muito fraco. Em The Anau há um cinema que exibe um filme:“Ata Whenua show” muito interessante do Fiordland com duração de 30 min. cujos horários de exibição podem ser obtidos na net. A cidade está há 120 km ou 2.15 h de Queenstown.



Chegamos a Milford Sound onde chove ao menos 200 dias no ano e nessa situação o passeio perde muito da sua beleza. No dia o céu estava claro, até que no final do cruzeiro o tempo fechou mostrando a instabilidade do clima.




Começamos a volta rumo a The Anau onde pararíamos para jantar, lembrando que nessa época lá o pôr do sol ocorre após as 9 pm. Comemos numa pizzaria italiana e após curta parada seguimos para Queenstown.
Mas todo esperto, pode se dar mal. Como já era tarde, imaginei que não haveria policiamento e como já passava das 8 pm. decidi, pisar mais fundo no acelerador. Foram quilômetros e quilômetros de estradas vazias, mas de repente vejo um Omega fabricado na Austrália, da Polícia Neozelandesa estacionado atrás de uma placa. Passo pelo veículo e olho no retrovisor! Vejo que o mesmo sai do acostamento, liga o giroflex e vem atrás de mim como um míssil! Eu que estava a mais de 120 km/h, já baixei a velocidade para 90 km/h. e observava aquela viatura que mais parecia uma arvore de natal enfurecida de tanta luz atrás de mim. Encostei e para minha surpresa uma Dinossaura de uns 80 anos, fardada, desce vem até mim, e pergunta se eu sei o limite máximo de velocidade na estrada. Respondi que sim e ela me diz: A pistola de laser o detectou a 121 km/h . Desça do carro! Me de sua PID! Vixi, ficou no hotel! Me dê o contrato de locação do carro! Vixi está no hotel! Mas é a lei tê-los no carro! Fui dando Im sorry, e mais Im sorry e vendo a encrenca se formando. Me de sua carteira de motorista brasileira. Está aqui! Permaneça aí do lado de seu carro que já volto. Voltou entregou-me a carteira e um cartão, que por sinal não era de visitas e sim do site onde a multa de 170 NZD foi arbitrada e poderia ser paga. Deu-me seu caderno e de próprio punho solicitou meus dados no Brasil, informando que caso saísse do país sem pagar a multa seria enviada correspondência ao Brasil onde ainda teria 28 dias de prazo da data da postagem para pagamento sem outras penalidades. Pois bem, escapei e segui para o hotel em rigorosos 90 km/h.!! A multa tem valor progressivo em função de quanto maior for a velocidade excedente detectada. Fui dormir bem calado! rsrsrs


Quando amanheceu, fomos de carro ao Skyline Queenstown, pois o clima estava instável. Subimos no Bob's Peak, através do teleférico extremamente íngreme. Comprei para descer o morro no Luge (semelhante a um carrinho de rolimã), reservando 4 viagens. Choveu tanto que ficou impossível usar o Luge. Ficou a foto na saudade. No pico há várias atrações inclusive um restaurante muito bom.


Foi tão inacreditável o desleixo do Neozelandês que ficamos chocados. Havia a necessidade de documentar pois é até de se colocar dúvida. Nesta foto acima, podemos ver esta jovem, com todo charme exibindo sua pança, mamas caídas e o cabelo que não vem um pente há alguns anos. Note para o detalhe da blusa combinando com shorts! Seu colega com esse cabelo seborrento, tinha um sapato tão grande que se Arrelia fosse vivo provavelmente iria querer comprar para o circo. Isso é ser, não ter! Exato, mas ser pouco higiênico.


Esta vista do alto do Skyline, assim como muitas outras são de beleza espetacular. Queenstown é lindíssimo. Imperdível. Há inúmeros esportes radicais com Bungee Jump imenso... etc, etc. Queenstown é um destino que destoa na Nova Zelândia.
Após a alegria de conhecer Queenstown e aproveitar muito dos seus atrativos, fomos a deliciosa sorveteria Patagônia, antes de nos despedir.
Rumaríamos 550 km ao norte para entregar o carro na Greymonth Train Station, onde faríamos o passeio no Trem Transalpino que segundo muitos está entre os mais bonitos passeios de trem do mundo. Dormimos no caminho em Wanaka. Antes, na saída de Queenstown fomos jantar na Amisfield Wenery, onde degustamos o Menu Trust the Chef 5 courses. Isso sim é jantar gourmet! Delicioso com um espumante muito, muito saboroso. O jantar é um segredo que só é revelado à medida que os pratos vão sendo servidos. Muito, muito bom.



Após o jantar iriamos dormir no Mercure Oakridge na pequena cidade de Wanaka que estava há uns 50 km no rumo de Greymonth, onde no dia seguinte pegaríamos o Trem Transalpine.


Ao sairmos da vinícola, nem imaginávamos o que nos esperava. O tempo começou a fechar e a estrada nos primeiros 15 km, era uma sucessão de curvas em U onde o veículo não desenvolvia mais do que 20 km/h. e mais era íngreme, morro acima. Quando eu cheguei em Wanaka já sabia que faria meu check out antes do café da manhã ser servido e que nos primeiros 180 km de estrada rumo a Greymonth que seriam percorridos na manhã seguinte não havia postos ou um local adequado para um bom café da manhã. Eu só não sabia que em 40 minutos (10 pm) os 2 postos de Wanaka estariam fechados e abastecimento somente a partir das 7 am. Tinha que partir de Wanaka impreterivelmente as 6 am, para romper os 465 km até Greymonth e pegar o Trem Transalpine no horário, após devolver o carro na estação de trem. Cheguei no Mercure com forte chuva, perguntei na recepção se tive up grade de quarto, o que foi prontamente informado que sim. Entretanto, o hotel constitui-se de apartamentos dispersos um amplo terreno. Recebi up grade, mas no andar superior com escada e muita chuva! O hotel foi tão ridículo que ao invés de me oferecer um quarto no nível do solo com o carro parando ao lado, premiou-me com o up grade na chuva. Deixei minha esposa, liguei o GPS do carro e fui como um raio abastecer o carro. No posto havia uma loja de conveniência onde coloquei algumas guloseimas no carro para a manhã seguinte. Voltei ao hotel, o MERCURE WANAKA, e minha esposa informa que no banheiro haviam muitos mosquitos. Que beleza!!! fechemos a porta e pela madrugada antes de sairmos usemos o mínimo possível o banheiro. Liguei na recepção e informei que meu check out seria antes das 6 am. Resposta, sem problemas. Na manhã seguinte, vejo a placa que a recepção abria as 7 am. Não tive dúvida, larguei a chave dentro do quarto, tranquei a porta e adios................ MERCURE WANAKA horrível!


Saímos de Wanaka e uma bela estrada nos esperava. Somente no Glaciar de Franz Josef encontramos um local para café da manhã que por sinal era meio precário. Consegui chegar em tempo na estação para devolver o carro na Buget. Ao chegar ao guichê ninguém no local, fui orientado a pegar um fone e chamar a funcionária. Após uns 10 minutos ela chegou. Foi inspecionar o veículo, voltou, disse que estava tudo ok e a surpresa: locação com taxa de retorno cobrada e valor 300 NZD acima do contratado. Informei que não ela insistiu que sim, insisti que não então ela pediu prova de minha afirmação. Lembrei que tinha a reserva impressa. Foi a sorte! Admitiu o erro, mas precisava do supervisor para alterar o valor a ser debitado no cartão! BUGET lixo, fujam disso! Carro surrado, descontrole na cobrança de locação, demora na devolução, péssimo, péssima opção! BUGET nunca mais!


Depois de mais essa surpresa desagradável na Buget fomos a plataforma após despachar nossa bagagem para iniciarmos o tour no Trans Alpine Express de Greymonth para Christchurch, montanha abaixo, numa viagem de pouco mais de 4 h, num dos passeios de trem mais lindos do mundo. O trem é bonito, tem vagão restaurante, vagão de observação, etc. Fomos brindados com um grupo de Indianos imediatamente atrás de nossa poltrona e o passeio que não tem nada dos mais bonitos do mundo foi dos piores odores do mundo! Indianos com odor insuportável! Nem seu cachorro aceitaria ter no corpo aquele odor! Que terror.


Vi muitas imagens que durante a viagem não correspondiam dando a entender que a paisagem mudaria muito conforme as estações. Em dezembro, o passeio não tem nada de espetacular, pelo contrário, no meu caso teve constrangimento pelo odor desses indianos imundos. Informe-se, pois se realmente a paisagem não mudar o passeio é bem, bem, sem graça.
Chegamos a Christchurch, atonteados com o odor desses indianos. Fomos ao Novotel Cathedral Square, que não tinha nada de espetacular e cujos Mac do business center estavam todos com problemas. Christchurch é uma cidade pequena com tudo perto e um aeroporto bem pequeno.


A grande atração da cidade é o International Antarctic Centre, um local que mostra como são as condições na Antártica, inclusive com local simulando clima conforme mostrado na foto acima, inclusive com outra Neozelandesa com as pernas de fora num simulador que ia a menos 40 ºC. Andamos em tratores utilizados na Antártica – Hagglund Ride, num terreno que imitava as condições no Polo Sul. Assistimos um filme 4 D razoável e outros menos interessantes. Nada espetacular. Aproveite e coloque Christchurch nos destinos que não valem a pena. Jantamos e fomos para o aeroporto em mais um voo na espartana Air New Zealand. Dessa vez o A320 nos levaria de volta a Auckland. O check in no pequeno aeroporto foi rápido. Chegamos a Auckland as 10 p.m. onde nos hospedaríamos no Novotel Auckland Airport. Decolaríamos no aeroporto as 7am, rumo a Sydney em imediata conexão para Perth no oeste Australiano. Chegamos no terminal doméstico e um ônibus do aeroporto faz o transfer entre os terminais estando o Novotel colado ao terminal internacional. Chovia fraco quando chegamos, mas desde o terminal de passageiros internacional até a entrada do hotel todo trajeto tem cobertura. Pegamos nossas malas que tinha ficado em Auckland antes de irmos para a Ilha Sul e fomos para nosso quarto, que foi objeto de up grade pelo nosso cartão da Accor. Pedi expressamente para ser acordado as 3.30 am para estar pronto para apresentação rumo a Sydney. Por via das dúvidas colocamos nosso Iphone de back up para despertar. Não preciso nem dizer que até hoje nunca fomos despertados! Esse Novotel é limpo, bonito, mas com overprice pela localização, porém muito conveniente para voos muito cedo. Altíssima rotatividade de hospedes. Nem foto tirei.


Fizemos o check in na Qantas no aeroporto de AKL e já íamos nos despedindo de um país muito elogiado na internet que na prática não nos cativou e em muitos aspectos foi extremamente decepcionante. Nos dirigimos ao lounge da Qantas que tem mobiliário velho, muito velho, um catering de razoável a fraco para o café da manhã, muito abaixo do que esperava. Enfim rumo a Austrália, Emirados e Estados Unidos.
No próximo post de Auckland a Los Angeles – um outro mundo.



sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Desmistificando a Nova Zelândia por Celso. Parte II

Continuando..........

Museu de Auckland

O mais aclamado museu de Auckland, tem muitas referências ao povo MAORI, que são os nativos da Nova Zelândia, e ainda hoje representam 15% da população e contam com respeito do povo Neozelandês. O Maori tem a pele levemente escurecida e traços negroides. Ao se deparar com eles é fácil identificar a etnia. Esse povo tinha grande ligação com o mar e eram exímios artesões em madeira. O museu em si e muito fraco e nada comparável aos grandes museus mundiais. Atração perfeitamente dispensável.

Museu de Transporte e Tecnologia de Auckland

MuseudoTranspTec
Outro museu importante de Auckland é o Museu do Transporte e Tecnologia, com suas peculiaridades e direito a passeio de bonde antigo entre os pavilhões.

Veja como você se sente ao voar no 787-9 da LAN em classe executiva. É como voar com este avião numa rota Transtasmanica. Outro museu nada comparável aos museus do gênero no mundo e que tem destaque. Atração totalmente dispensável.
A essa altura o mico chamado Auckland vai se tornando realidade. Se você é um viajante que não conhece nada pode até adorar Auckland, porém para o viajante de algum conhecimento, Auckland vai sendo cravada nos destinos TOTALMENTE dispensáveis.
Mas, o choque vai aumentando. Na internet, ufanistas divulgam só maravilhas da Nova Zelândia. Tudo é espetacular, grandioso, e tra-la-la............ epa! Não é isso não!
Eles não falam que a mulher da Nova Zelândia é feia! Feia! FEIA! muito diferente da bela Australiana........... e mais, com esse papo de que não são consumistas e sim o importante é ser e não ter, arrumam uma maneira diferente de disfarçar a relaxada que existe em cada Neozelandesa. Elas não pintam as unhas! Pentear cabelo acho que dá alergia! Estou falando de mulheres jovens imaginem as mais idosas........Vi muitas que a cabeça parecia uma estrada, cheia de faixa branca. Só para terem uma ideia, minha esposa na antevéspera do Natal foi fazer uma escova num cabelereiro sem marcar hora o que seria humanamente impossível na cidade de São Paulo.
Na internet ninguém lhe fala que há um padrão de vestimenta da Neozelandesa jovem. Todas, MESMO NO FRIO, andam na rua com um micro shorts que em alguns casos chegam a mostrar a raiz da nádega de tão curtos, mas com agasalho da parte de cima da roupa. O agasalho tem manga longa obviamente. Num primeiro momento você não entende nada, depois fica sem entender mesmo.
Em qualquer lugar andam de sandália de dedo tipo Havaiana. Ou seja, está cheio de mana e mano! Isso ninguém fala na internet.
A renda per capta ano do cidadão é USD 37.000 aproximadamente mais que o triplo da brasileira. Entretanto, causou-me estranheza que durante alguns congestionamentos que vi nas estradas ao chegar ou sai de Auckland só encontrava carros populares. Pareceu-me que a distribuição de renda lá não é muito harmônica (isto é só impressão).
Detentora de maior criação de ovelhas do mundo, viajar de carro é visualizar uma ovelha atrás da outra no campo, raramente intercalada com muito gado muito vistoso.
Kapiti Store é uma queijaria e sorveteria com produtos gostosos e encontrados em todo país.
Auckland é conhecida como a cidade das velas, pela quantidade de veleiros lá existentes. Ninguém diz na internet que Auckland venta o tempo todo e que este clima chega a incomodar.
Ou seja, divulgam tudo como esplendoroso, num ufanismo que na realidade não é bem assim!
Auckland Observatory & Stardome- Na época do Natal no observatório de Auckland estava em cartaz um filme: “ Christmas in the Sky “. Fizemos a reserva e no dia chegamos sob chuva ao observatório que não dispunha de nenhum recurso para receber o turista nesta situação. O observatório, com letra minúscula, reflete a pobreza do que vimos. O filme era de uma mediocridade ímpar, minha mulher dormia e acordava com as palmas dos presentes a comentários feitos num microfone por uma monitora diante de imagem do céu numa tela 180 graus. Para uma criança de 5 anos seria comum, para um adulto- e a atração era divulgada
para adultos acima dos 16 anos – foi mais que medíocre. Outro passeio totalmente dispensável. Pobre de recursos e conhecimento.
Jet Boat – Não poderia deixar de experimentar uma invenção Neozelandesa. O Jet Boat.
Eles são barcos com turbina que atingem 95 km por hora, nas versões mais velozes, podem navegar em rios com profundidade de somente 30 cm, pois navegam na superfície. No nosso caso iriamos navegar no mar com o Jet Boat. Se você aprecia comer ervilha, algo sem sabor nenhum, vá passear de Jet Boat! Com uma capa imensa você entra no barco, fica dando socos com o barco na agua até atingir o mar aberto, aí ganha velocidade e de repente o piloto gira o barco 180 graus na água e você fica encharcado de agua salgada enquanto os adolescentes ficam gritando por algo sem emoção nenhuma! Isso é repetido umas 8 vezes, até sua cueca estar bem cheia de sal! Mas não é só, ao terminar 100 Obamas foram pro espaço! Outro passeio sem graça! Decepcionante.
Como ainda há muito a relatar nesta viagem vou resumir por aqui Auckland.
Auckland é um destino TOTALMENTE dispensável, não tem nenhuma atração de nível mundial, a cidade não tem nada de beleza natural, e não oferece nada que qualquer outra cidade importante do país não tenha! Ir do outro lado do mundo para conhecer somente uma confeitaria maravilhosa é muito pouco. Para nós Auckland é um mico!
Saímos com o carro de Auckland rumo a Wellington no extremo sul da Ilha Norte distante 650 km, com parada intermediária. Deixamos 2 malas no Novotel AKL airport onde retornaríamos somente para pernoite antes de deixarmos o país e viajamos com as demais.



Nesse momento minha mulher já me cobrava da escolha infeliz que foi a ida ao país. Enquanto ouvimos esta emotiva interpretação de Algum lugar sobre o arco íris que levantou a plateia toda para aplausos, vamos continuar o relato da exploração da Ilha Norte desta ex-colônia britânica.
Mas antes de deixar Auckland, recebo um e mail do Sofitel Wellington. O hotel inaugurado a menos de 6 meses teve um incêndio no seu restaurante e foi todo interditado. Há dois dias do check in recebo o e mail onde minha reserva foi transferida para o Bolton Hotel. Não achei isto muito correto, pois ao confirmar o fato na net o incêndio tinha ocorrido há mais de 60 dias e apesar de ser do conhecimento que somente em março de 2.017 o hotel reabrirá fui comunicado muito tardiamente, não tendo outras opções. Fui para Wellington atento ao que viria pela frente.
Valer lembrar que por volta das 5 p.m. tudo fecha com exceção de restaurantes que podem chegar as 11 pm. ou baladas. O povo lá tem hábitos nitidamente diurnos.
Deixei Auckland, muito decepcionado. Fomos dormir no interior da Ilha Norte num Novotel em Hamilton para no dia seguinte visitar as Waitomo Caves, as famosas cavernas da Nova Zelândia, onde numa delas tinha larvas azuis e todo o teto e é proibido fotografar.

Cavernas Waitomo

Esta foto mostra a saída da caverna com o barco.


Esta foto é do folder de apresentação do passeio e mostra com relativa fidelidade o teto da caverna com o barco.


Existe uma segunda caverna Aranui Cave, onde você caminha e tem um visual muito exuberante. O tempo de passeio total entre as duas cavernas é de 2 horas. No destino há food court e estrutura satisfatória para receber o turista.
Terminado o passeio nas Cavernas guiei mais 450 km. direto até Wellington.


Viajar na Ilha Norte em muitos locais a paisagem se assemelha a desta foto.


Em vários pontos da estrada no meio do nada apareciam estes toiletes, super limpos que na realidade eram fossas assépticas.
Chegamos a Wellington, a capital da Nova Zelândia.
Wellington é conhecida como a cidade dos ventos, e que ventos! Fortes, violentos, insuportáveis, constantes e no período que ficamos por pelo menos 2 vezes tive que me segurar em algo para não cair, tamanha a força do vento! INSUPORTAVEL, e ninguém menciona isto na internet.
Num domingo logo pela manhã começamos a explorar a cidade.


Pegamos o Cable car para subir num morro e ter uma visão da cidade e visitar o museu.


O chamado museu nada mais é que uma loja de venda de suvenires!


O museu mais aclamado e elogiado na Nova Zelândia é o The Papa. Não vou me estender, decepcionante! Total perda de tempo.
Wellington vai para o rol dos destinos que nunca voltaremos, não tem nada de deslumbrante e inclusive fomos a uma pizzaria famosa bem ruim. Outro mega mico de cidade!
Muito bem, aguentando minha mulher criticando minha escolha, cá entre nós com razão! Fomos para o aeroporto de Wellington que fica a uns 15 minutos de downtown. La devolveríamos o Nissan que alugamos na Europcar. A devolução é a coisa mais estranha do mundo. Numa mesma área onde todas as locadoras têm o car return você estaciona seu carro defronte a placa da sua locadora. Nenhum funcionário está lhe esperando. Com a chave vai ao balcão de check in, devolvendo-a. Nenhum documento da devolução do veículo lhe é entregue, muito menos se tem qualquer avaria! Três dias depois no seu e mail lhe é confirmado o valor contratado da locação. Super estranho!
Devolvido o carro nesse aeroporto pequeno iriamos agora voar pela primeira vez da AIR NEW ZEALAND que tem serviços internacionais elogiados. Pegamos um A 320 em Wellington rumo a Queenstown situado na Ilha Sul num voo direto de 1.20min. O serviço de bordo foi exatamente isso: Optar por Agua ou Café, uma única vez e optar por um snack gorduroso frito pequeno ou uma bolacha doce! Não vou nem dizer que o café estava Horrível, com H maiúsculo.
Minha esposa que é bem tolerante não parava de reclamar e com razão, a decepção só aumentava. Isso foi me aborrecendo, mas pensei comigo mesmo, não deixarei esta viagem marcada como um desastre e consegui que ela adorasse a viagem. Como consegui relatarei nos outros posts.
Chegamos a Queenstown! Imagine Campos do Jordão muito mais rico ou Whistler no Canadá. A cidade se assemelha a ambos, agora sim com muito turista bonito. Descemos no aeroporto bem pequeno por sinal que nem finger tinha.
Fui a Buget retirar o Cruze alugado. CUIDADO, com a BUGET! Nunca tinha alugado carro com a Buget e a escolha recaiu porque o veículo seria devolvido em Greymonth há 550 km ao norte de Queenstown e todas as outras companhias, exceto a Buget, cobravam taxa de retorno cujo valor era superior ao preço da locação.
Pois bem, solicitaram minha PID o que não foi solicitado na Europcar em Auckland. Nem quiseram ver minha carteira brasileira. O carro efetivamente entregue foi um Ford Mondeo bem surrado.

Ao assinar o contrato, a tarifa NÃO TINHA COBERTURA PARA ROAD ASSISTANCE, que caso opta-se teria custo adicional. Engodo! Colocando tal cobertura, o valor da locação superava o das outras concorrentes! Fiquei furioso e vi mais um golpe de locadora! Com raiva não contratei o adicional. O carro estava parado numa vaga, bem, bem, bem longe do terminal de passageiros. Cheguei no carro e o fotografei, detalhadamente, pois o mesmo tinha alguns detalhes que não constavam no contrato e tive que assinar um termo que o carro estava perfeito antes de sair do terminal sem o ver. Muito bem, ligo o carro e eis que aparece no computador de bordo uma mensagem que o óleo do motor ultrapassou a quilometragem prevista para troca! Problema da Buget! Segui viagem já sentindo que minha escolha não tinha sido das melhores.

No próximo post – Queenstown , a joia da Nova Zelândia.